O portfólio premium de shopping centers da Multiplan (principalmente devido aos ativos dominantes e voltados para consumidores de alta renda) vem apresentando um desempenho resiliente. A Multiplan reportou números decentes no 4T24 (crescimento sólido do EBITDA, enquanto o FFO abaixo do esperado foi devido a resultados financeiros e impostos) e apresentou fortes resultados operacionais (crescimento notável de SSS e SSR, mantendo os custos de ocupação dos locatários sob controle). O cenário macroeconômico é difícil (aumento das taxas de juros, menor confiança do consumidor, etc.), mas a Multiplan possui um portfólio de shoppings de primeira linha, que deve se mostrar resiliente ao navegar por esse cenário desafiador. Portanto, mantemos nossa recomendação de Compra para a ação.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de MULT3 (14/10/2026)
A Multiplan informou aos debenturistas da 10ª emissão que pagará em 15 de outubro de 2026 remuneração de R$ 75,199647 por debênture e a 1ª parcela de amortização de R$ 333,333 por título. O evento afeta o fluxo de caixa da companhia e a posição dos detentores desses papéis.
Análises de MULT3 nos últimos 3 meses
A Multiplan reportou 2T26 em linha, com desaceleração operacional, mas indicadores ainda sólidos: receita líquida de R$581,4 mi, queda de 15% a/a, EBITDA ajustado de R$433,8 mi, recuo de 3% a/a e 4% acima das estimativas, com margem de 74,6%, enquanto o FFO ficou em R$245,6 mi, praticamente estável, e o lucro líquido somou R$427,4 mi, alta de 62% a/a, ajudado por ganho não recorrente de R$253 mi em créditos de PIS/COFINS. Nos indicadores operacionais, SSS cresceu 4,3% a/a, SSR avançou 4,1%, a vacância caiu para 3,8%, o custo de ocupação recuou para 12,3% das vendas e a inadimplência ficou em -1,2%, refletindo recebimentos de aluguéis em atraso. Na prévia do trimestre, a expectativa era de receita de R$572 mi, EBITDA de R$417 mi, margem de 73% e FFO de R$247 mi, com SSS perto de 5%, o que reforça que o resultado veio próximo do esperado e com leve surpresa positiva em rentabilidade. No contexto setorial, o 2T26 dos shoppings brasileiros mostrou resiliência, mas com desaceleração mais clara do crescimento orgânico: SSS e SSR do setor em ~3% a/a, abaixo da inflação, receita líquida consolidada em queda de 3%, EBITDA recuando 2% e FFO avançando 11%, ainda com vacância e inadimplência baixas. Para a companhia, a leitura segue de execução consistente e qualidade operacional, embora parte da rentabilidade do trimestre tenha vindo de efeitos não recorrentes. Em valuation, o material traz preço-alvo de R$28 e TIR real estimada em ~10%. Para investidores, recomenda-se acompanhar a trajetória de SSS e SSR em um ambiente macro mais desafiador, que pode limitar revisões positivas no curto prazo.
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