Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de PINE4 (20/10/2026)
O Banco Pine informou ajuste no valor por ação dos juros sobre capital próprio, de R$ 0,179267 para R$ 0,178953 para ON e PN. O crédito será feito em 29 de outubro de 2026. Para o investidor, o aviso altera marginalmente o valor do provento a receber.
Notícias de PINE4 nas últimas 24h
Nas últimas 24 horas, Banco Pine apareceu entre as ações da B3 destacadas pelo BTG Pactual como negociando em patamar considerado atrativo após a forte correção do mercado brasileiro, em um ambiente de aversão a risco, pressão sobre os juros longos e preocupação com o quadro fiscal. No recorte apresentado, o banco passou a negociar a cerca de 3 vezes o lucro estimado para 2027, múltiplo que o coloca entre os casos de valuation mais comprimido da seleção citada pelo relatório. O pano de fundo segue adverso para ativos domésticos: o Ibovespa caiu 20,1% em dólar em 26 de outubro, passou a negociar a 7,7 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses e os juros longos chegaram a 15,1%, sinalizando deterioração da percepção de risco no mercado local. Nesse contexto, a menção a PINE4 reflete mais uma leitura de desconto relativo do que um catalisador operacional específico da companhia no período. A implicação para o papel é que o valuation deprimido pode sustentar interesse tático em caso de melhora do ambiente macro, embora o próprio relatório ressalte que a bolsa brasileira ainda pode cair mais 10% em dólar se não houver medidas para aliviar a situação fiscal.
Análises de PINE4 nos últimos 3 meses
No 2T26, o Banco Pine reportou lucro líquido de R$165,7 mi, +4% vs estimativa, com ROAE de 37,5%, margem financeira de R$626 mi, +10% t/t, e índice de eficiência de 20,0%, sustentados por receitas mais fortes e controle de custos, apesar da alta das provisões para R$260 mi e do custo de risco de 5,0%. A carteira expandida chegou a R$21,8 bi, +10% t/t e +40% a/a, com destaque para o consignado privado em R$6,5 bi, +30% t/t, já em 30% do portfólio, enquanto o NPL >90 dias subiu para 2,7%, os créditos em Estágio 3 foram a 4,6% e a cobertura caiu para 105%. Para o 3T26, a leitura é de continuidade do momentum, com crescimento de ~10% t/t da carteira, margem financeira bruta acima de 13–14%, margem ajustada ao risco perto de 8%, ROE acima de 30% e eficiência abaixo de 20%. No consignado privado, as taxas de novas originações avançaram de ~4,2% para 4,3% ao mês, a demanda seguiu forte e a reaverbação automática já opera, embora ainda em amadurecimento; no INSS, a originação melhorou após redução de gargalos operacionais e com spreads favorecidos pela queda das taxas longas. Em capital e funding, o banco tem ~R$5 bi em estruturas de cessão definitiva, carteira securitizada de R$3,4 bi, FIDC recente e empréstimo A/B de US$100 mi com a IFC; a Basileia foi de 14,3%, com Tier 1 de 11,2% e R$679 mi de capital excedente. O consignado privado deve se estabilizar em ~30–35% da carteira expandida. Em valuation, a ação negocia abaixo de 4,1–4,5x P/L 2026–2027, com preço-alvo de R$20. Para investidores, recomenda-se acompanhar a trajetória da inadimplência no consignado privado, que atingiu 6,8% em agosto no recorte setorial e segue como principal variável de risco.
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