Ícone do ativo SMFT3

Smart Fit (SMFT3)

Ação Top picks

R$ 16,99

Recomendação

compra

Preço-alvo

R$ 30,00

Potencial

76,57%

Visão geral de SMFT3

Insights BTG Pactual | Resumo do ativo

Último comunicado à mercado de SMFT3 (09/10/2026)

A Smart Fit informou que não realizou operações com valores mobiliários e derivativos em setembro de 2026. A posição em tesouraria permaneceu em 4.050.906 ações ON e zero PN. Para o investidor, o dado indica ausência de recompras ou vendas no período.

Notícias de SMFT3 nas últimas 24h

Nas últimas 24 horas, Smart Fit apareceu no noticiário sobretudo como um nome relativamente mais defensivo dentro de um ambiente mais adverso para consumo e varejo no Brasil. O principal vetor foi a piora das expectativas macroeconômicas, que levou à reversão da alta recente do setor e a uma compressão relevante de múltiplos: após avanço de 19%, o varejo passou a acumular queda de 33%, enquanto o P/L mediano estimado para 2027 recuou de 10x para 6,5x, abaixo da mediana histórica de 15x. No mesmo contexto, o BTG destacou que um aumento de 100 pontos-base no custo de capital próprio pode reduzir em cerca de 11% o valor das ações, e que o movimento recente sugere reprecificação superior a 300 pontos-base. O pano de fundo segue pressionado por endividamento das famílias equivalente a 49,8% da renda disponível e comprometimento de 29,3% com o serviço da dívida. Embora o quadro seja mais duro para o varejo discricionário, a Smart Fit foi citada entre os nomes com preferência relativa por resiliência. Esse enquadramento sugere que, em um mercado mais seletivo e sensível a juros, a tese para o papel tende a se apoiar menos em expansão de múltiplos e mais na percepção de qualidade defensiva frente a pares mais expostos ao ciclo doméstico.

Análises de SMFT3 nos últimos 3 meses

A Smart Fit reportou 2T26 sólido, ainda que ligeiramente abaixo das estimativas: a receita líquida avançou 22% a/a, para R$ 2,2 bi, o EBITDA consolidado cresceu 24%, para R$ 712 mi, com margem de 32,7%, +50 bps, enquanto o lucro líquido recorrente ajustado ficou em R$ 204 mi, abaixo dos R$ 246 mi projetados. O resultado foi sustentado por expansão de 20% da base de unidades próprias, alta de 8% no número médio de alunos por academia e avanço de 10% no ticket médio, com o segmento Outros, que inclui a TotalPass, crescendo 47% em receita, para R$ 230 mi, e entregando margem bruta caixa de 84,7%. Na prévia do 3T26, o BTG projetou nova aceleração, com receita em alta de 25% a/a e EBITDA +27%, além de expansão de 70 bps na margem EBITDA pré-IFRS16, mantendo a companhia como principal destaque em fitness e consumo discricionário premium. Entre os KPIs, a base ex-TotalPass encerrou o 2T26 em 5,6 mi de alunos, +8% a/a, enquanto a TotalPass atingiu 2,2 mi de clientes entre Brasil e México, ante 2,0 mi no 1T26, com rede superior a 47 mil academias e estúdios; no Brasil, sua participação de mercado chegou a 35% em junho de 2026, ante 27% um ano antes. O monitor proprietário do BTG para setembro mostrou desaceleração de monetização no TotalPass Brasil, com ticket médio ponderado de R$ 184,3, -1,1% m/m, e queda de 2,8% na base comparável, em meio à migração de 3,5 mil academias para categorias inferiores, embora a leitura seja mais de ajuste de plataforma do que de deterioração estrutural. Em capital e caixa, a alavancagem encerrou o 2T26 em ~1,8x Dívida Líquida/EBITDA, acima da preferência de longo prazo de <1,5x, e o FCFF segue pressionado pelo capex, com fluxo para a firma negativo em 12% no agregado setorial, apesar de conversão operacional de caixa de 87% e expectativa de o fluxo operacional superar o investimento em 2026. A tese segue apoiada em crescimento estrutural, escala regional e monetização do ecossistema de bem-estar, reforçada por movimentos adjacentes como o acordo para investir até R$ 32 mi por até 20% do Buddha Spa. Em valuation, o material traz preço-alvo entre R$ 30–31. Para investidores, recomenda-se acompanhar a economia do TotalPass, a geração de caixa e eventual ajuste no ritmo de expansão B2C em um ambiente macro ainda desafiador para consumo.

Conteúdo gerado com a ajuda de IA, pode conter erros. Confira as informações no documento na íntegra.

Tese de investimento

A SMFT está bem-posicionada como um player da América Latina (mais de 50% das vendas ex-Brasil), conforme reforçado pelo sólido desempenho do 4T. Ela se beneficia de: (i) grande escala na região; (ii) números atraentes das academias, com grandes melhorias de rentabilidade ultimamente devido a uma melhor alavancagem operacional e otimização de custos; e (iii) exposição a um setor fragmentado na região. Além disso, a empresa ainda está buscando novos caminhos de crescimento, com expansão internacional por meio de franquias e novos formatos, o que poderia aumentar seu potencial de crescimento. Apesar de um valuation elevado, da potencial canibalização entre as academias (que poderia afetar a relação de membros/academia) e da concorrência de pares como a Bluefit (apoiada pela Mubadala), vemos excelentes perspectivas de crescimento para os próximos quatro anos (CAGR de 37% no LPA entre 2024-27), por isso nossa recomendação de Compra.