Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de AMOB3 (04/11/2026)
A Automob reportou recorde de volume no 3T26, com 28.631 veículos vendidos (+16,6% a/a) e receita bruta transacionada de R$ 5,0 bi (+10,4%). O EBITDA foi a R$ 139 mi, ante R$ 38,6 mi no 3T25, enquanto o prejuízo líquido ajustado caiu para R$ 52,1 mi. A melhora operacional e a redução de estoques podem aliviar a pressão financeira.
Notícias de AMOB3 nas últimas 24h
Nas últimas 24 horas, a Automob concentrou as notícias na divulgação de um 3T26 marcado por recorde de volume e melhora operacional, com venda de 28.631 veículos, alta de 16,6% na comparação anual, e receita bruta transacionada de R$ 5,0 bilhões, avanço de 10,4%. No resultado, o EBITDA ficou próximo de R$ 139 milhões, bem acima do patamar de aproximadamente R$ 39 milhões observado um ano antes, enquanto o prejuízo líquido ajustado recuou para algo entre R$ 52 milhões e R$ 56 milhões, sinalizando redução relevante das perdas. Além do desempenho comercial mais forte, os resumos destacam medidas de gestão de balanço, com redução de estoque pago em R$ 165 milhões e alongamento de R$ 1,2 bilhão em dívidas. Em conjunto, esses fatores sugerem menor pressão financeira de curto prazo e uma operação mais eficiente, ao combinar giro mais forte, melhora de rentabilidade e ajuste na estrutura de capital, o que tende a sustentar a leitura de que a companhia entrou no período com condições mais favoráveis para administrar caixa e alavancagem.
Análises de AMOB3 nos últimos 3 meses
A Automob reportou no 2T26 receita líquida de R$3,5 bi, +12% a/a, e EBITDA de R$136 mi, +17% a/a, com ajuste a R$138 mi e margem de 4%, +0,4 p.p. a/a, em print levemente acima das estimativas em receita e EBITDA, mas com prejuízo líquido ajustado de R$88 mi, pior que o esperado, ainda pressionado pelo resultado financeiro. O principal destaque veio de veículos leves, com receita bruta de R$3,0 bi, +16% a/a, e margem bruta de 15%, estável, puxado por carros novos em R$1,7 bi, +20% a/a, usados em R$814 mi, +9%, F&I em R$60 mi, +27%, e pós-vendas em R$322 mi, +12%. Em caminhões e ônibus, a receita bruta avançou 17% a/a, para R$488 mi, mas a margem bruta caiu para 17%, de 20% no 2T25, enquanto agro e máquinas seguiram fracos, com receita de R$223 mi, -21% a/a, em um ambiente ainda desafiador e de crédito mais restrito. Na estrutura de capital, a alavancagem líquida subiu para 3,6x dívida líquida/EBITDA, de 3,5x no 1T, com dívida líquida de R$2,0 bi e caixa de R$483 mi; o prazo médio da dívida é de 3 anos e o custo médio pré-imposto, de 17%. O capex líquido caiu para R$17 mi, de R$22 mi no trimestre anterior. Em valuation, o material aponta ~4x EV/EBITDA 2026 e preço-alvo de R$17. Para investidores, recomenda-se acompanhar a evolução da desalavancagem e o impacto dos juros altos sobre veículos pesados e resultado financeiro.
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