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Embraer (EMBJ3)

Ação Top picks

Dados consolidados em: 16/10/2026

R$ 91,65

- R$ 0,65

(-0,70%)

Recomendação

compra

Preço-alvo

R$ 126,00

Potencial

37,48%

Setor

Dados consolidados em: 16/10/2026

Insights BTG Pactual | Resumo do ativo

Último comunicado à mercado de EMBJ3 (13/10/2026)

A Embraer apresentou visão estratégica com carteira de pedidos recorde de US$ 34,5 bi no 2T26 e receita de US$ 7,6 bi em 2025, alta de 18% vs. 2024. Para 2026, projeta receita de US$ 8,2 bi a US$ 8,5 bi, margem EBIT ajustada de 10,0% a 10,6% e FCF ajustado acima de US$ 400 mi.

Notícias de EMBJ3 nas últimas 24h

Nas últimas 24 horas, Embraer apareceu entre os destaques positivos do pregão, com alta de 2,70% e fechamento a R$ 92,30, em uma sessão em que o Ibovespa caiu 1,06%, aos 204.324,26 pontos, pressionado pelo aumento da cautela com o cenário político doméstico e pela piora do humor em ações de maior peso no índice. No caso da companhia, o avanço foi associado à valorização do dólar, que subiu 1,15% e encerrou a R$ 5,0868, além da referência a novas encomendas, fatores que ajudaram a sustentar desempenho relativo superior ao do mercado brasileiro no dia. Em paralelo, a ação deixou de integrar a carteira para América Latina do BTG Pactual, substituída por XP na revisão mais recente do portfólio, em um movimento que elevou a exposição do banco ao Brasil, mas sem manter Embraer entre os nomes escolhidos. O conjunto das notícias sugere um quadro misto para o papel no curtíssimo prazo: de um lado, câmbio mais forte e fluxo ligado a encomendas deram suporte à ação mesmo em um pregão adverso; de outro, a saída de uma carteira recomendada reduz um vetor marginal de visibilidade institucional, ainda que o movimento tenha ocorrido dentro de uma realocação mais ampla entre ativos brasileiros.

Análises de EMBJ3 nos últimos 3 meses

No 2T26, a Embraer reportou receita de US$2,2 bi, EBITDA ajustado de US$356 mi, ou US$296 mi ao excluir crédito tributário e tarifas, com margem de ~13%, além de lucro líquido ajustado de US$219 mi e FCF ajustado ex-Eve de US$401 mi; a dívida líquida ex-Eve caiu para US$124 mi, com alavancagem de ~0,2x. O guidance de 2026 foi elevado na margem EBIT para 10,0%–10,6%, de 8,7%–9,3%, e no fluxo de caixa para acima de US$400 mi, com entregas mantidas em 80–85 aeronaves comerciais e 160–170 executivas e receita entre US$8,2 bi e US$8,5 bi. Na prévia operacional do 3T26, a companhia entregou 66 aeronaves, acima de 62 no 3T25 e da estimativa de 64, com 22 comerciais, 41 executivas e 3 em Defesa; no acumulado de nove meses, foram 167 entregas, ou 67% do ponto médio do guidance anual, exigindo 73–88 aeronaves no 4T26 para cumprir a faixa. Entre os vetores operacionais, a aviação executiva segue como principal destaque, com backlog de US$7,8 bi no 2T26, book-to-bill de 3,1x nos últimos 12 meses, margem EBIT de 13,9% e preço médio implícito por aeronave de US$15,5 mi no 1S26, apoiado por reprecificação de ~32% desde 2019 e maior peso dos jatos Praetor. O backlog consolidado atingiu recorde de US$35 bi no 2T26, com Defesa em US$6,1 bi após o pedido de 10 KC-390 dos Emirados Árabes Unidos e aviação comercial em US$15,1 bi. No comercial, o Farnborough Airshow adicionou até 45 E195-E2 para o Grupo Abra, além de pedidos de Binter, Luxair e Fuji Dream, enquanto a Japan Airlines avaliava cerca de 20 jatos regionais, com inclinação ao E2. A tese segue apoiada em melhor execução, normalização gradual da cadeia de suprimentos, mix mais favorável e maior poder de precificação. Em valuation, os materiais citam ~12x EV/EBITDA 2026 e 10x EV/EBITDA 2027. Para investidores, recomenda-se acompanhar a conversão do backlog em margens e a cadência de entregas no 4T26.

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