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Motiva (MOTV3)

Ação Top picks

Dados consolidados em: 28/10/2026

R$ 14,45

- R$ 0,45

(-3,02%)

Recomendação

compra

Preço-alvo

R$ 20,00

Potencial

38,41%

Dados consolidados em: 28/10/2026

Visão geral de MOTV3

Insights BTG Pactual | Resumo do ativo

Último comunicado à mercado de MOTV3 (28/10/2026)

A Motiva concluiu em 1º de setembro a venda da plataforma de aeroportos por R$ 12,2 bi em EV, com recebimento de R$ 5,2 bi em equity. No 3T26, o EBITDA ajustado subiu 13,4%, para R$ 2,5 bi, e o lucro líquido consolidado avançou 177,9%, para R$ 3,4 bi. A operação reduziu a dívida líquida da holding em 65%, para R$ 2,4 bi.

Notícias de MOTV3 nas últimas 24h

Nas últimas 24 horas, a Motiva concentrou as notícias mais relevantes na divulgação do resultado do 3T26 e em uma iniciativa para reduzir parte do custo de energia, em um período em que o mercado brasileiro seguiu pressionado por aversão a risco e juros longos elevados. No trimestre, a companhia reportou receita líquida ajustada de aproximadamente R$ 3,8 bilhões, com alta de 13,6%, EBITDA ajustado de cerca de R$ 2,5 bilhões, avanço de 13,4%, e lucro líquido ajustado próximo de R$ 750 milhões, crescimento de 9,8%. A desalavancagem também ganhou destaque, com a relação dívida líquida sobre EBITDA recuando de 3,6 vezes para 3,2 vezes após a venda da plataforma de aeroportos por R$ 5,2 bilhões, movimento que reforça a posição financeira. No campo operacional, a companhia firmou, por meio de controladas, contratos para autoprodução de energia com projeto de 33,7 MW, capaz de fornecer cerca de 9 MW médios e atender 15% do consumo anual do grupo a partir de 2027, ainda sujeito à aprovação do Cade. Houve ainda a formalização da divulgação das informações trimestrais, com aprovação sem ressalvas do conselho de administração, parecer favorável do conselho fiscal e revisão da KPMG. Em conjunto, os fatos do período apontam para uma companhia com resultado em expansão, balanço mais leve e medidas de eficiência que podem sustentar geração de caixa e previsibilidade de custos.

Análises de MOTV3 nos últimos 3 meses

A Motiva reportou 2T26 em linha no operacional e acima no lucro, com receita líquida ex-construção de R$3,7 bi, +21% a/a, EBITDA ajustado de R$2,4 bi, +29% a/a, e margem de 65,4%, apoiados pela consolidação de Minas_SP, reajustes tarifários e ganhos de eficiência; o lucro líquido ajustado foi de R$663 mi, acima dos R$620 mi esperados. Na prévia do trimestre, o mercado já trabalhava com tráfego de rodovias +4% a/a, receita de R$3,7 bi, EBITDA de R$2,4 bi e lucro de ~R$620 mi, o que reforça a leitura de execução consistente. Entre os KPIs, o tráfego comparável cresceu 4% a/a, ou 2% sem o efeito de free flow na RMSP, a receita de pedágio avançou 27%, para R$2,5 bi, a mobilidade urbana teve tráfego +2% e receita +9%, para R$1,1 bi, enquanto o opex caixa sobre receita ajustada caiu para 34%, de 38%; a alavancagem ficou em 3,6x dívida líquida/EBITDA, mas a venda da plataforma de aeroportos por R$5,2 bi deve levar esse indicador para ~3,0x pro forma. A agenda de capital segue ancorada em brownfields: o pipeline mapeado supera R$20 bi, com potencial de ~R$3,8 bi em VPL, ou R$1,87–1,90 por ação, em aditivos como SPVias, AutoBAn, ViaCosteira e Linhas 5 e 17; além disso, 37% da receita líquida e 32% do EBITDA já contam com mecanismos de mitigação de demanda, cobertura que pode subir para 70% e 75% com SPVias e AutoBAn em fluxo de caixa marginal. A diversificação do tráfego, com 57% em veículos pesados e 43% em leves, e bandas contratuais de compartilhamento de risco ajudam a amortecer choques macro. No valuation, a ação negocia com TIR real de 13%, preço-alvo de R$20 e duration implícita de ~15 anos. Para investidores, recomenda-se acompanhar a monetização dos aditivos, a conclusão da reorganização acionária após a saída da Mover e a disciplina em novos leilões, após a proposta racional, mas derrotada, na Régis Bittencourt.

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