Permanecemos otimistas com a Marcopolo, apoiados por um melhor momento no curto prazo, impulsionado por (i) a recuperação da indústria de ônibus (auxiliada pelas tarifas aéreas mais altas, com os clientes optando por viagens de ônibus), (ii) a recente capacidade de produção da POMO ajustada, (iii) um cenário mais favorável para o fornecimento de componentes e (iv) resultados melhores da New Flyer. Além disso, antecipamos uma potencial expansão de múltiplos impulsionada por: (i) uma melhor alocação de capital, pois a empresa agora possui uma capacidade de fabricação dimensionada adequadamente e uma equipe de gestão que parece estar atenta a isso; (ii) uma política de dividendos aprimorada, resultante de melhor alocação de capital e maior rentabilidade; e (iii) um ROIC elevado.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de POMO4 (04/11/2026)
A Marcopolo reportou receita líquida consolidada de R$ 2,29 bi no 3T26, queda de 8,5% em um ano. O EBITDA caiu 34,7%, para R$ 274,1 mi, e o lucro líquido recuou 43,4%, para R$ 186,5 mi. A pressão veio da menor receita no exterior e margens mais baixas, apesar de exportações do Brasil em alta de 3%.
Notícias de POMO4 nas últimas 24h
Nas últimas 24 horas, a Marcopolo concentrou o noticiário em torno de um 3T26 mais fraco, com receita líquida próxima de R$ 2,3 bilhões, queda de cerca de 9% na comparação anual, EBITDA de aproximadamente R$ 274 milhões, recuo de cerca de 35%, e lucro líquido próximo de R$ 187 milhões, baixa de cerca de 43%. A piora refletiu principalmente volumes menores, com retração de cerca de 25% a 26%, mix menos favorável, menor participação de unidades pesadas e rodoviárias, além de pressão cambial e de custos de matérias-primas. No Brasil, a receita ficou em torno de R$ 1,2 bilhão, com queda de cerca de 3%, enquanto no exterior somou aproximadamente R$ 1,1 bilhão, recuo de cerca de 14%, em um quadro que também incluiu forte contração de volumes em operações como México, Argentina e África do Sul. A margem EBITDA caiu para cerca de 12%, ou 12,8% em base ajustada, mesmo com exclusão de aproximadamente R$ 20 milhões em despesas não recorrentes de reestruturação. A participação de mercado no Brasil recuou para 41%, ante 48% no trimestre anterior, e o resultado ficou abaixo das expectativas de mercado. Embora a companhia siga com baixa alavancagem, de cerca de 0,3 vez dívida líquida industrial sobre EBITDA, o trimestre reforçou dúvidas sobre a sustentação das margens e deslocou o foco para a recuperação de volumes no quarto trimestre, com reação negativa das ações, que chegaram a cair 3,64%, a R$ 3,44.
Análises de POMO4 nos últimos 3 meses
A Marcopolo reportou 3T26 fraco, com receita de R$ 2,3 bi (-9% a/a), EBITDA de R$ 274 mi (-35%) e EBITDA ajustado de R$ 294 mi, com margem de 12,8%, abaixo do histórico recente, refletindo volumes menores, mix pior e pressão cambial sobre exportações; o lucro líquido foi de R$ 187 mi (-43%), ajudado por resultado financeiro melhor. Na prévia do trimestre, o cenário já indicava volumes mais fracos, mix desfavorável e ausência de entregas relevantes do Caminho da Escola. Os embarques reconhecidos somaram 2,9 mil unidades, com 2,0 mil no Brasil, 501 exportadas e 405 produzidas no exterior; a receita doméstica ficou em R$ 1,2 bi, ou 53% do total, e a externa em R$ 1,1 bi, ou 47%, com Austrália como principal destaque positivo. A participação de mercado no Brasil caiu para 41% no 3T26, de 48% no trimestre anterior, enquanto a alavancagem seguiu baixa, com dívida líquida industrial/EBITDA de ~0,3x. Entre as âncoras operacionais, a Fase 13 do Caminho da Escola soma 7,2 mil unidades em 12 dos 13 lotes vencidos, o Caminho da Saúde adiciona 3.005 unidades, a Austrália tem backlog até 2027 e a entrada na Espanha prevê produção em novembro de 2026 e entregas em janeiro de 2027; o capex de 2026 deve ficar em R$ 300–350 mi. Em capital, a companhia anunciou dividendo de R$ 0,13 por ação, ou ~R$ 161 mi, e recompra de até 49 mi de PN, equivalente a ~4% das ações e ~5% do free float, somando retorno potencial de ~7%. No valuation, a ação negociava a 5,0x P/L 2026E e 4,3–4,6x P/L 2027E, com DY estimado de ~9–11% e preço-alvo de R$ 8,00. Para investidores, recomenda-se acompanhar a normalização do mix, a retomada das entregas governamentais e a sensibilidade do lucro ao câmbio, já que alta do dólar de R$ 5,50 para R$ 6,00 pode elevar o lucro de 2027 em 24%.
Marcopolo (POMO4): Resultados 3T26 Transportes & Bens de Capital: Juntando os cacos após a forte correção Bens de Capital: Prévia de resultados do terceiro trimestre: quem está bem e quem não está Bens de Capital: Um guia rápido para juros e câmbio Bens de Capital: Um pouco mais construtivos Marcopolo (POMO4): Liderando em meio a um ciclo mais fraco Marcopolo (POMO4): Retornos adicionais aos acionistas são sempre bem-vindos
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