A Vamos é a líder em locação de caminhões, máquinas e equipamentos no Brasil. A empresa atua no segmento há mais de 20 anos por meio de seu acionista controlador Simpar. As principais vantagens competitivas da empresa incluem: (i) condições de compra superiores; (ii) capacidade comercial única; (iii) Rede de vendas de ativos usados sem paralelo com maior poder de precificação e maiores margens; (iv) Penetração baixa do aluguel de caminhões e máquinas no Brasil; e (v) Baixa concorrência, com o triplo da frota da segunda maior empresa do setor. Olhando para frente, esperamos que o mercado monitore: (i) ativos que foram devolvidos, (ii) demanda por locação; (iii) expansão da frota; e (iv) estrutura de capital. Com tudo isso, com a ação sendo negociada a um valuation atraente, mantemos nossa recomendação de Compra.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de VAMO3 (21/10/2026)
A Vamos informou prévia não auditada do 3T26 com receita líquida consolidada de R$ 1,59 bi, alta de 4,3% em um ano. A receita de locação subiu 11,5%, para R$ 1,16 bi, com ocupação de 88,8%. Extensão de contratos somou R$ 970,1 mi em 9M26 e já superou o teto do guidance anual.
Notícias de VAMO3 nas últimas 24h
Nas últimas 24 horas, as notícias incluídas para Vamos refletiram principalmente o forte movimento de rotação para ações domésticas e mais sensíveis a juros na B3, em meio à reprecificação dos ativos brasileiros antes do segundo turno presidencial. Nesse contexto, VAMO3 apareceu entre os destaques de alta do Ibovespa, com valorização de 35,23% no intervalo entre 2 e 23 de outubro, acompanhando o avanço de papéis ligados a consumo e atividade doméstica. O pano de fundo foi um mercado mais favorável a esse grupo de empresas, com o Ibovespa subindo 6,75% no período, o volume financeiro da B3 chegando a R$ 79,3 bilhões em um dos pregões e o dólar recuando para R$ 5,001 após o primeiro turno, enquanto as taxas longas cederam cerca de 170 pontos-base, segundo o UBS BB. Para a leitura do ativo, o principal vetor não foi um fato operacional específico da companhia, mas a melhora do apetite por nomes expostos ao ciclo doméstico e ao custo de capital, o que ajuda a explicar a magnitude da alta e sugere suporte de curto prazo vindo mais do ambiente macro e da rotação setorial do que de um catalisador corporativo próprio.
Análises de VAMO3 nos últimos 3 meses
A Vamos reportou 2T26 majoritariamente em linha, com receita líquida de R$1,6 bi (+11% a/a), EBITDA de R$972 mi (+7%) e lucro líquido de R$101 mi (+9%), sem não recorrentes relevantes; o destaque foi o LL 5% acima da estimativa, apoiado por melhor operação e menor alíquota efetiva, apesar de juros mais altos. Na locação, a receita líquida foi de R$1,5 bi (+10%), com serviços em R$1,1 bi (+9%), venda de ativos em R$365 mi (+13%) e EBITDA de R$957 mi (+9%), mostrando resiliência do negócio. Os ativos reintegrados somaram R$189 mi, abaixo dos R$282 mi do 1T, sem sinal relevante de deterioração, enquanto a operação Sempre Novo investiu R$160 mi no trimestre. O capex total ficou em R$975 mi, acima dos R$931 mi de 2T25, e o backlog permaneceu estável em R$13 bi. Em rentabilidade, o ROIC ficou em 14%, estável t/t, e o spread de ROIC avançou para 3,5 p.p., de 3,2 p.p. no 1T. No balanço, a dívida líquida caiu para R$11,6 bi, de R$12,0 bi no trimestre anterior, e a alavancagem recuou para 3,0x dívida líquida/EBITDA, ante 3,2x, reforçando a desalavancagem mesmo com expansão de capex. Em valuation, o papel negocia a ~7x P/L 2026, com preço-alvo de R$4,5. Para investidores, recomenda-se acompanhar a execução em seminovos, o ritmo de reintegrações, a expansão da rede e a sensibilidade do case ao ambiente macro e de juros.
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